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Novo estudo do Lloyd’s destaca implicações de longo alcance dos ataques cibernéticos

O relatório usa um ataque à rede elétrica americana como exemplo. O custo seria de mais de $1 trilhão de dólares, avisa o Lloyd’s.

O Lloyd’s e o Centro de Estudos de Risco da Universidade de Cambridge estão lançando hoje um novo relatório, Business Blackout. Esse relatório em conjunto é o primeiro a examinar as implicações de um grande ataque cibernético para os seguros, usando a rede elétrica dos Estados Unidos como exemplo.

Este relatório apresenta um cenário onde hackers derrubam partes da rede elétrica dos EUA deixando 15 estados americanos, incluindo Washington DC, no escuro e 93 milhões de pessoas sem energia. Especialistas preveem que tal cenário resultaria num aumento nas taxas de mortalidade já que sistemas de saúde e segurança falhariam, o comércio sofreria, pois os portos não poderiam operar, haveria interrupção no fornecimento de água uma vez que as bombas elétricas não funcionariam e caos nas redes de transportes, devido ao colapso da infraestrutura.

O impacto total na economia americana está estimado em $243 bilhões, aumentando para mais de $1 trilhão na hipótese mais extrema do cenário. Esta simulação de ataque cibernético mostra o amplo leque de sinistros que poderiam ser desencadeados pela interrupção na rede elétrica americana, com um valor total em sinistros pagos pela indústria de seguros estimado em $21,4 bilhões, podendo aumentar até $71,1 bilhões na versão mais extrema do cenário.

Falando sobre o novo relatório, Tom Bolt, diretor de gerenciamento de performance do Lloyd’s, disse:

“Este cenário mostra o enorme impacto e estrago que poderia resultar de um grande ataque cibernético nos EUA. A realidade é que o mundo moderno, digital e interconectado cria condições para danos significativos, e sabemos que existem pessoas mal-intencionadas com habilidades e interesses em causar danos.”

“Como seguradores, precisamos pensar nestes tipos de riscos complexos e interconectados e nos certificar de que fornecemos seguros inovadores e completos contra riscos cibernéticos, de modo a proteger empresas e governos. Este tipo de seguro tem potencial para ser uma ferramenta valiosa para melhorar o gerenciamento e a resiliência contra riscos cibernéticos.”

“Governos também tem um papel a cumprir. Precisamos que eles ajudem a compartilhar dados, para que possamos avaliar precisamente os riscos e proteger as empresas.”

 Para maiores informações, favor contactar:
Alex Dziedzan, Gerente Sênior, Relações de Mídia
Tel: +44 (0)20 7327 6125
Email: alex.dziedzan@lloyds.com

Notas para editores:
• O relatório completo pode ser encontrado em www.lloyds.com/businessblackout

• O Lloyd’s tem trabalhado com o governo do Reino Unido e outros seguradores para fazer de Londres um centro global de gerenciamento de riscos cibernéticos. Veja: https://www.gov.uk/government/publications/uk-cyber-security-the-role-of-insurance
• O Lloyd’s produziu este relatório para ajudar os subscritores que operam no mercado do Lloyd’s a identificar estes impactos anteriormente desconsiderados de ataques cibernéticos sobre seguros e riscos. O cenário descrito neste relatório é relevante para os testes de estresse e cenário requeridos pelo modelo Solvência II: apesar de improvável, este cenário representa uma classe de eventos com uma probabilidade considerada plausível dentro do período de retorno com referência de 1:200 anos, contra o qual os seguradores devem ser resilientes.
• Cenários não são previsões, eles exploram o que pode acontecer baseado em eventos passados e teorias científicas, sociais e econômicas. Num mundo de riscos emergentes não é possível obter certeza a respeito da natureza e da escala das ameaças enfrentadas pelos seguradores – sendo assim, a indústria de seguros deve ser resiliente à incerteza.
• O Lloyd’s desenvolveu este cenário e seus prováveis impactos com pesquisadores do Centro de Estudos de Risco de Cambridge na University of Cambridge Judge Business School.
• O Presidente Obama levantou a possibilidade de ataques cibernéticos na rede elétrica dos EUA durante seu discurso de “State of Union” em 12 de fevereiro de 2013. Ele disse:
“A América precisa enfrentar também a crescente ameaça de ataques cibernéticos. Sabemos que hackers roubam identidades de pessoas e infiltram-se em e-mails privados. Sabemos que países e empresas estrangeiras espionam nossos segredos corporativos. Agora nossos inimigos estão buscando também sabotar nossa rede elétrica, nossas instituições financeiras, e nossos sistemas de controle de tráfego aéreo. Não podemos olhar para trás daqui há alguns anos e ponderar porque não fizemos nada em face às ameaças reais para nossa segurança e nossa economia.”
https://www.whitehouse.gov/the-press-office/2013/02/12/remarks-president-state-union-address

Sobre o Lloyd’s
O Lloyd’s é o único mercado de seguros e resseguros especializados do mundo que oferece uma concentração única de experiência e talento, apoiado por fortes avaliações financeiras e licenças internacionais. É constantemente o primeiro a segurar riscos novos, incomuns e complexos, fornecendo soluções inovadoras de seguros para riscos locais, entre fronteiras e globais. Sua força se encontra na diversidade e na experiência dos corretores e agentes gestores que trabalham no Lloyd’s, apoiados por capital vindo de todo o mundo. Em 2015, mais de 90 sindicatos estão subscrevendo seguros e resseguros no Lloyd’s, cobrindo todas as linhas de negócios vindas de mais de 200 países ao redor do mundo. Lloyd’s é supervisionado pelos órgãos reguladores ”Prudential Regulatory Authority” e “Financial Conduct Authority”.