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Olhar britânico para o mercado brasileiro

O potencial do mercado brasileiro de seguros e resseguros extrapola continentes e tem como aliado o Reino Unido. Nas palavras de Alderman Alan Yarrow, Lord Mayor da cidade de Londres, "as oportunidades neste mercado são imensas se conseguirmos melhorar o ambiente de negócio, e as empresas britânicas podem agregar valor em áreas como petróleo e gás, serviços financeiros e também seguros", afirma.

Segundo ele, é intenção do primeiro ministro britânico, David Cameron, reforçar esta indústria com os parceiros comerciais. "O Reino Unido tem uma relação muito boa com a Susep e, recentemente, foi realizado um seminário em Londres para mostrar o potencial do mercado brasileiro. Nós apoiamos o plano de promover o setor de seguros e resseguros no Brasil".

Catherine Barber, Prosperity Counsellor da Embaixada Britânica, também destacou esta intenção. "Acredito que nossos objetivos são alinhados com os da Susep. Nós queremos trazer empresas de Londres para desenvolver o setor e levar também empresas para conhecerem o mercado londrino".

Desenvolvimento que esbarra na rigidez da regulamentação e no gap de novos produtos em relação a outros países. "Nós temos que lembrar que o Brasil passou de um monopólio para abertura do mercado com players que têm outra dinâmica na oferta de produtos", pondera Rafaela Barreda, diretora do escritório de representação do Lloyd's no Brasil, acrescentando que a Susep está tentando melhorar seus processos para ser mais rápida e viabilizar a entrada de novos produtos.

D&O em evidência
Também no Seminário Anglo-Bra-sileiro de Seguros e Resseguros, realizado em junho, em São Paulo, pelo consulado britânico, Álvaro Igrejas, diretor de riscos corporativos da Willis, falou sobre mudanças no seguro D&O em função dos escândalos recentes, em especial, a Lava Jato. "Os subscritores das seguradoras estão analisando a estrutura acionária da empresa e uma subsidiária pode ser excluída da cobertura por estar envolvida em alguma operação considerada suspeita. Preocupação que antes não havia", citou.

Outras mudanças dizem respeito à colocação de exclusões específicas, à sublimitação de coberturas e franquias. "Em algumas seguradoras as coberturas estão sublimitadas a 50% e foram inclusas franquias ou franquias mais elevadas, o que não era um hábito no Brasil. O prêmio também está mais elevado, dependendo da atividade e da experiência da empresa e/ou de seus executivos, e alguns riscos estão sendo negados com mais frequência", explicou. (Fonte: Revista Cobertura)