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20/07/2017 - Almoço-palestra com Marcelo Crivella, Prefeito da Cidade do Rio de Janeiro. Tema: A visão do prefeito sobre o futuro da Cidade do Rio de Janeiro

Mais de cem executivos e empresários europeus almoçam com o Prefeito do Rio de Janeiro

"Chegou a hora de identificar os projetos prioritários para a cidade e contamos com seu apoio", afirmou o Prefeito Marcelo Crivella durante o almoço organizado pelas Câmaras de Comércio Europeias no Rio de Janeiro.

As Câmaras Europeias do Rio promoveram no dia 20 de julho, no Sofitel Rio de Janeiro Ipanema, um encontro com o Prefeito Marcelo Crivella para discutir os investimentos e as perspectivas para a cidade do Rio de Janeiro. O almoço reuniu cerca de 120 associados das Câmaras de Comércio da Alemanha, Bélgica, França, Holanda, Itália, Noruega, de Portugal e do Reino Unido.
"Vocês são todos muito bem-vindos aqui, e o Rio de Janeiro está muito interessado em cooperar com suas empresas para trazer investimentos e inovações para o Rio”, disse Crivella em seu discurso aos CEOs, diplomatas e executivos presentes.
O Prefeito expressou tristeza com a situação atual da cidade, onde a violência está aumentando, e a crise econômica está paralisando os serviços públicos. "Nossa história é evidência de que o Rio de Janeiro deveria ser uma cidade integrada, mas com o tempo, se transformou em uma cidade segregada e violenta. Isso é uma vergonha e se perpetuou devido à falta de prioridade política. A prioridade nunca foi dada à educação ou aos cuidados de saúde, e uma cidade segregada e violenta é o resultado”.
Sobre as atuais denúncias de corrupção no país, o Prefeito disse acreditar que o pior resultado desse momento foi ver a inversão de prioridades, em referência aos interesses de políticos sendo colocados, em muitos casos, acima dos da população. 

RECUPERAÇÃO
Vários representantes da Prefeitura também palestraram ao lado de Crivella. Apresentaram, junto ao Prefeito, as várias medidas que a Prefeitura está atuando.
Jorge Farah, Subsecretário do Tesouro de Crivella, procurou explicar o desafio fiscal que o governo municipal está enfrentando.   “Uma revisão nas contas revelou uma discrepância de R$3,8 bilhões entre receitas e despesas. Foram fechadas 60 mil vagas de empregos formais entre janeiro e maio de 2017, e o impacto nas contas foi enorme. Estamos vendo uma recuperação tímida em diversas áreas e esperamos registrar uma melhora em 2018, graças à implementação de uma série de ações como corte de pessoal e renegociação de contratos de serviços”, disse Farah.
Clarissa Garotinho, Secretária de Desenvolvimento, Emprego e Inovação apresentou a iniciativa “Porto 21”, uma área do Porto Maravilha onde a Prefeitura planeja a criação de um polo de inovação tecnológica, voltado para empresas privadas, sociedade civil, governo e meio acadêmico, para desenvolver atividades focadas em TI, inovação e tecnologias aplicadas a projetos sociais.
“Estamos procurando parceiros internacionais que se estabeleçam aqui, e estamos prevendo uma equalização das alíquotas de ISS” disse a Secretária.
Luciano Cordeiro, Subsecretário de Projetos Estratégicos, explicou que a administração atual pretende usar as “Parcerias Público-Privadas”, as chamadas PPP, para melhorar a educação, a saúde, o transporte público e os projetos de requalificação urbana no Rio de Janeiro. Algumas das prioridades definidas são a expansão dos leitos em hospitais, e vagas na pré-escola, além da modernização da iluminação pública.

VENHAM PARA O RIO
Mauro Osório, Presidente do Instituto Pereira Passos, órgão municipal de pesquisa e estatísticas, procurou destacar dados do Rio de Janeiro ligados ao emprego e a renda. 
 “O salário médio no Rio é de R$3.347,00. Mais de 80% dos empregos formais estão no setor privado, o restante no público, e 61,48% dos empregos estão na economia formal, contra 38,52% de empregos no chamado setor informal.”
Em relação às desigualdades da cidade, Osório citou o bairro da Pavuna, onde apenas 5,8% dos moradores têm educação superior, enquanto que no bairro da Lagoa, esse número chega a um valor europeu de 58%. Nossa ambição é reduzir a desigualdade entre as pessoas e isso envolve também reduzir os deslocamentos entre a moradia e o local de trabalho. Reduzir a desigualdade é uma prioridade para este governo, e nós pretendemos fazer isso por meio de ações territoriais e planos de ação ajustados aos diferentes bairros da cidade”, explicou Osório. 
 Lucio Macedo, Diretor de Planejamento da Riotur, realizou uma apresentação sobre a importância do turismo para o Rio e apresentou o calendário dos diversos eventos e congressos que a cidade sediará nos próximos anos.

“O impacto econômico é imenso. Os eventos contribuem para a criação de empregos diretos e indiretos, e acreditamos que serão fundamentais para atingir um aumento de 25% no número de turistas que vêm para o Rio de Janeiro. Só em 2017, 900.000 pessoas visitarão a cidade. Nós estamos prontos – venham para o Rio!”, disse Macedo.

O encontro, patrocinado pela Zaroni Advogados, aconteceu em um ambiente de diálogo construtivo para fomentar trocas de ideias, projetos e planos de atração de investimentos para o desenvolvimento da cidade do Rio de Janeiro nos próximos anos.

Runa Hestmann
Informações: institucional@camaraseuropeias.rio