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Lideranças precisam aprender no dia a dia a integrar humanos e IA para potencializar resultados

fev 5, 2026 | News

Debate na Britcham mostra que autonomia das equipes e planejamento baseado em cenários se tornam centrais diante do avanço da inteligência artificial nas empresas

São Paulo, 05 de fevereiro de 2026 – A liderança empresarial precisará aprender continuamente como integrar pessoas e inteligência artificial para manter a competitividade em um cenário de mudanças aceleradas. A avaliação foi apresentada nesta quinta-feira (5) por Amélia Caetano, sócia da consultoria global Boyden, durante evento realizado na sede da Câmara Britânica de Comércio e Indústria no Brasil (Britcham), em São Paulo. “A liderança vai precisar aprender no dia a dia. O foco deixa de ser a competência e passa a ser a oportunidade. O líder tem que estar preparado para buscar essa competência onde for necessário, seja no mercado ou em parceria com a inteligência artificial”, afirmou.

A especialista apresentou dados de uma pesquisa internacional conduzida pela Boyden em 2025, com mais de 300 executivos de 45 países, que analisou as principais tendências de liderança para a próxima década. Segundo Amélia, o levantamento mostra que modelos tradicionais de gestão, baseados em planejamento de longo prazo e estruturas rígidas, já não acompanham a velocidade das transformações tecnológicas.

“Hoje talvez a gente tenha que falar em cenários. Quais são as possibilidades existentes e o quanto eu, como líder, estou me preparando para essas oportunidades que podem vir. Antigamente a gente conseguia planejar para cinco anos; hoje esse planejamento precisa ser muito mais aberto”, disse a executiva.

De acordo com Amélia, a integração entre humanos e inteligência artificial amplia a capacidade das empresas de responder a contextos incertos, ao mesmo tempo em que exige mudanças no papel da liderança. A centralização excessiva de decisões tende a reduzir a agilidade das organizações, enquanto equipes mais autônomas conseguem reagir com maior rapidez às mudanças do mercado.

“O líder precisa ser muito mais provocador e deixar com que a equipe faça a parte tática. Quando a equipe se apropria das decisões, você dá autonomia e diminui o risco, porque deixa de ser um risco de uma pessoa só e passa a ser um risco de uma equipe completa”, afirmou.

Apesar do avanço tecnológico, Amélia alertou que ainda existe um descompasso relevante entre a adoção de ferramentas de inteligência artificial e a preparação das pessoas para utilizá-las de forma estratégica. Segundo os dados da pesquisa, 39% dos líderes percebem uma lacuna entre a prontidão tecnológica das empresas e o suporte oferecido aos profissionais.

“As empresas estão estruturadas do ponto de vista de tecnologia, mas 39% dos líderes enxergam uma lacuna entre a prontidão e o suporte necessário para a integração da inteligência artificial, ou seja, o quanto nós, humanos, estamos preparados para isso que vem pela frente”, disse.

A sócia da Boyden destacou ainda que os efeitos da inteligência artificial já são observados no dia a dia das empresas, com ganhos de produtividade e mudanças nas estruturas de trabalho. Para ela, o debate sobre o impacto da tecnologia deixou de ser prospectivo. “Não é futuro, a gente está falando do agora. Isso já está acontecendo e não tem volta. As empresas que não estiverem se preparando para esse novo cenário vão ficar para trás”, ressaltou.

O evento foi aberto por Daniela Bauab, presidente do Comitê de Capital Humano & Educação da Britcham, e teve moderação de Luciano Moraes e Luiz Felipe Di Sessa, presidente e vice-presidente do Comitê de Tecnologia & Inovação, respectivamente. O evento faz parte do calendário oficial da Britcham, e todos os encontros promovidos pela instituição estão disponíveis aqui.

Sobre a Britcham

Há mais de 100 anos no Brasil, a Britcham atua como principal promotora das relações econômicas e comerciais entre Brasil e Reino Unido, fomentando o diálogo bilateral por meio de iniciativas estratégicas. Presente em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná, a instituição mantém conexões diretas com entidades governamentais e privadas, organizando missões comerciais nacionais e internacionais, rodadas de negócios e projetos especiais para integração econômica.

Com 13 comitês temáticos que abrangem os principais setores da economia, como comércio exterior, agronegócios, finanças, tecnologia e sustentabilidade, a Câmara Britânica de Comércio e Indústria no Brasil facilita discussões setoriais, advocacy e a troca de conhecimento entre associados, executivos e autoridades. Além disso, a Britcham oferece uma agenda diversificada de eventos exclusivos, desde oportunidades de networking até debates sobre tendências globais, fortalecendo conexões qualificadas entre os dois mercados. Destaque ainda para o Clube de Negócios Britânicos no Brasil (GBBC) e o Grupo de Suporte aos Negócios, plataformas essenciais para impulsionar parcerias e investimentos bilaterais.

Com uma rede que inclui desde multinacionais até PMEs, a Britcham proporciona agregação de valor institucional e comercial por meio de grupos setoriais, posicionamentos técnicos e acesso a informações privilegiadas, consolidando-se como referência em cooperação empresarial e inovação entre Brasil e Reino Unido.

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