Comitês

COMITÊS EXECUTIVOS

Comitê Executivo em São Paulo

Presidente
Germana Cruz
(Standard Chartered)

HM Cônsul-Geral Interina em São Paulo
Sarah Clegg

Comitê Executivo no Rio de Janeiro

Presidente
Nicholas Burridge
(Vast Infraestrutura)

Vice-Presidente
Clarisse Rocha
(EIC)

Demais Membros

Renato Cordeiro
(Governo Britânico)

Richard David Taylor

Sergio Frederico de Miranda Jordão Clark

Wlamir Martins

H.M. Cônsul Geral no Rio de Janeiro
Anjoum Noorani

Comitê Executivo no Paraná

Diretor Regional
Adam Patterson
(Governo Britânico)

 

Comitê Executivo em Minas Gerais

Diretor Regional
Thomas Nemes
(Anglo American)

Diretor Adjunto
Thiago Porto Ribeiro

Representante Oficial do Governo do Reino Unido em Minas Gerais – Consulado Britânico em Belo Horizonte
Laura Queiroz

COMITÊS TEMÁTICOS

Agronegócios


Presidente:

James Mohr-Bell

Mohr-Bell Business Planning


Vice-Presidente:

Giovana Araújo

KPMG

O desempenho do PIB do setor agropecuário foi excepcional em 2025, com safra recorde de grãos de 346 milhões de toneladas, crescimento de 18% em relação ao ano anterior, impulsionado principalmente por soja, milho e algodão. Esse resultado contribuiu para elevar o crescimento do PIB do país, especialmente no primeiro trimestre de 2025.

As perspectivas para 2026 são menos significativas, com estimativa de pequena redução de 1,8%, ou cerca de 6 milhões de toneladas, mantendo ainda um volume elevado, próximo ao recorde. Esse desempenho deverá ter impactos positivos no abastecimento do mercado interno e na inflação de alimentos. Para o PIB setorial, estima-se crescimento de pouco mais de 3% em 2026, inferior ao de 2025, mas acima das expectativas para o Brasil como um todo.

Do ponto de vista do produtor, persistem desafios relevantes, com fortes pressões de custos, queda da rentabilidade agrícola e elevado endividamento em um cenário de altas taxas de juros. A renda proveniente das lavouras deverá cair em 2026, compensada parcialmente por ganhos na agropecuária, em um contexto de incertezas climáticas, margens decrescentes nas lavouras de soja e milho, queda de preços internacionais, restrições ao crédito e aumento de tributação.

O principal risco enfrentado pelo produtor é o aumento do prejuízo na produção de grãos diante dos custos crescentes, risco que pode ser agravado pela expansão da área plantada em lavouras de baixa ou negativa rentabilidade.

Apesar desse cenário, os sucessivos recordes de produção confirmam ganhos contínuos de produtividade, impulsionados por investimentos em tecnologia. A produção de grãos cresceu muito mais que a área plantada, tendo dobrado em volume nos últimos treze anos.

As exportações seguem altamente relevantes, gerando divisas e saldos comerciais expressivos. Em 2025, a exportação de soja atingiu recorde de 108 milhões de toneladas, e a de carne bovina também foi recorde, consolidando o Brasil como maior produtor e exportador mundial.

Há perspectiva favorável com a assinatura do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia, que deverá ampliar e consolidar a posição brasileira nesses mercados, apesar de resistências e possíveis atrasos na implementação.

O segmento de máquinas e equipamentos enfrentou dificuldades em 2025, com queda de produção, vendas e demissões, refletindo a redução da rentabilidade e o elevado endividamento dos produtores em um ambiente de juros altos.

Nesse contexto, o Comitê de Agronegócios da Britcham pretende intensificar a discussão e a divulgação de temas de interesse do setor, mantendo o apoio às iniciativas de cooperação entre Brasil e Reino Unido no agronegócio.

Capital Humano & Educação


Presidente:

Daniela Bauab

Associada Individual


Vice-Presidente:

Gustavo Jorge

Pearson

Perspectivas para 2026

Tecnologias emergentes; investimento em capital humano como vantagem competitiva; inclusão, equidade e governança digital no acesso às novas competências e saúde mental e bem-estar.

Tecnologias emergentes: integrar inteligência artificial e outras tecnologias de maneira que fortaleça, e não substitua, as pessoas no mercado de trabalho. “IA centrado no humano”

Capital humano como vantagem competitiva: investir em pessoas como motor da competitividade econômica e expandir programas que apoiem o desenvolvimento de competências socioemocionais, pensamento crítico, criatividade e adaptabilidade, além das habilidades técnicas.

Inclusão, Equidade e governança digital: Garantir que a revolução tecnológica não aprofunde desigualdades existentes. Construir marcos regulatórios e estruturas que garantam privacidade e uso ético de dados.

Saúde mental e bem-estar: Promover ambientes de aprendizado e trabalho que suportem equilíbrio emocional, resiliência e sentido de propósito. .

Comércio & Investimentos Internacionais


Presidente:

Renata Sucupira

Sucupira Consultores


Vice-Presidente:

Aloísio Andrade

PlusTrading

O ano de 2026 exige atenção no curto prazo e visão estratégica no médio e longo prazo. O ambiente internacional passa por transformações profundas, marcadas por volatilidade geopolítica, reconfiguração das relações comerciais e redefinição das alianças econômicas, elevando o papel do comércio e dos investimentos internacionais na diplomacia, na segurança e no desenvolvimento sustentável.

Desde o início do ano, o cenário externo tem sido marcado por tensões significativas, com destaque para a prisão de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos e outras iniciativas da política externa americana, como ameaças tarifárias e movimentos estratégicos, evidenciando uma mudança relevante na postura do país em relação a aliados históricos.

A combinação entre guerra tarifária, revisão de compromissos de segurança e maior imprevisibilidade da política externa dos Estados Unidos vem redesenhando a dinâmica geopolítica global. Em resposta, países e blocos econômicos buscam alianças mais pragmáticas e diversificadas, destravando acordos de livre comércio e cooperação econômica, com destaque para o acordo Mercosul–União Europeia.

Nesse contexto, os Estados Unidos se apresentam como uma potência menos previsível, enquanto a China busca se posicionar como ator mais estável e defensor das regras multilaterais, ampliando a complexidade do ambiente internacional e reforçando a importância da diversificação de parcerias estratégicas.

Parcerias com o Reino Unido e a União Europeia tornam-se particularmente relevantes para o Brasil, que reúne recursos naturais, mercado consumidor e mão de obra competitiva. Destaca-se a agenda bilateral com o Reino Unido, especialmente o Acordo para Evitar a Dupla Tributação, cuja entrada em vigor ampliaria a segurança jurídica e a previsibilidade para investimentos de longo prazo.

No plano doméstico, o Brasil mantém fundamentos macroeconômicos relativamente sólidos, embora com juros elevados, e enfrenta um calendário político complexo em 2026. Apesar dos desafios, o país apresenta amplo espaço para expansão no comércio mundial, exigindo pragmatismo, integração internacional e visão de longo prazo para fortalecer sua inserção global.

Defesa & Segurança

Presidente:

José Augusto Leal

Castro Barros Advogados

O ano de 2025 foi extraordinariamente revelador para o Brasil, e o campo de atuação do nosso Comitê não ficou à margem desse cenário.

No âmbito da segurança digital, vimos sistemas tidos como robustos serem comprometidos. O PIX, criação brasileira que se tornou referência mundial em pagamentos instantâneos, tornou-se alvo de cibercriminosos à altura de sua popularidade, com desvios de valores expressivos. O episódio reafirma uma realidade incontornável: não existe sistema inexpugnável. O Estado cumpre seu papel, mas é o investimento privado, seja de forma autônoma ou em parcerias público-privadas, que define o ritmo dessa disputa permanente entre proteção e ataque. Toda empresa que opera no ambiente digital precisa compreender isso profundamente, pois essa corrida não tem linha de chegada.

Por isso, para 2026, a segurança digital deixa de ser um item de pauta e passa a ser prioridade estratégica.

No campo da segurança pública, o Comitê acompanhou e havia antecipado o avanço do uso de drones por organizações criminosas. Utilizados inicialmente para vigilância, esses equipamentos passaram a ser empregados ativamente contra forças policiais.

Agravando o quadro, organizações como o PCC e o CV operam há muito tempo além das fronteiras regionais. São estruturas nacionais com projeção internacional, em franca evolução para conglomerados criminosos transnacionais. Esse cenário representa uma ameaça tanto à ordem interna quanto à imagem e à estabilidade do Brasil no exterior.

A resposta exige coordenação entre os governos federal, estaduais e municipais, com agilidade e coerência. Investimento em tecnologia de contramedida, bloqueio financeiro dessas organizações e capacidade de resposta rápida não são opções: são imperativos.

O Comitê de Defesa & Segurança da Britcham existe para reunir lideranças do setor público e privado em torno dessas questões, produzir análises, propor soluções e influenciar decisões. Em 2026, o momento pede ação. E ainda há tempo para agir.

Economia & Finanças


Presidente:

Alan Lutfi

Rentável – XP Investimentos


Vice-Presidente:

Jéssica de Alencar Araripe

Machado Meyer Advogados

Ambiente global e panorama brasileiro

Para 2026, o Comitê de Economia & Finanças acompanhará um ambiente global ainda marcado por tensões geopolíticas elevadas e ruído político, especialmente nos Estados Unidos, mas com desempenho econômico relativamente sólido. O FMI reestimou crescimento de 3,2% para o PIB global em 2025, em linha com 2024, sem materialização de riscos de recessão nos EUA ou estresse sistêmico na China, permitindo cortes de juros em diferentes intensidades. Para 2026, a estimativa é de crescimento global de 3,1%, com possíveis efeitos retardatários das tarifas.

No Brasil, o calendário eleitoral de outubro deve reorientar o debate econômico, com expectativa de disputa entre políticos tradicionais, sugerindo maior moderação após período de polarização. Nesse contexto, permanecerão no radar do Comitê os efeitos da reforma do Imposto de Renda e os riscos fiscais típicos de ano eleitoral.

A apreciação do real em 2025, combinada à queda do dólar global, à flexibilização monetária nos EUA e a commodities mais baratas, contribuiu para arrefecer a inflação e abrir espaço técnico para cortes de juros. Em 2026, o Banco Central tende a reduzir a Taxa Selic, embora a política fiscal expansionista dificulte o retorno da taxa nominal a um dígito, com potencial de reaquecer o mercado de capitais e os investimentos em infraestrutura.

Entre as agendas prioritárias, destacam-se os investimentos em Data Centers, impulsionados pela digitalização, pela inteligência artificial e pelo marco legal ReData, com estimativas de até R$ 2 trilhões nos próximos anos, além de aportes em energia, saneamento e transportes. A reforma da tributação de dividendos, em vigor desde janeiro de 2026, também deverá exigir adaptação de empresas e investidores e seguirá como tema de acompanhamento do Comitê.

Brasil–Reino Unido

No contexto pós-Brexit, o Reino Unido busca recuperar dinamismo apoiado em vantagens competitivas e em uma agenda de investimentos em infraestrutura acelerada pelo Planning and Infrastructure Act 2025, abrindo oportunidades para empresas britânicas e brasileiras. O Comitê de Economia & Finanças acompanhará, ainda, o avanço do acordo para evitar a dupla tributação entre Brasil e Reino Unido, assinado em 2022 e pendente de internalização no Brasil, considerado um dos principais pilares institucionais da relação bilateral, com potencial de reduzir custos, ampliar a segurança jurídica e catalisar investimentos, especialmente em mineração estratégica e minerais críticos.

Conclusão

Em 2026, o foco do Comitê estará na capacidade de execução das agendas prioritárias. No Brasil, preservar a estabilidade macroeconômica em ano eleitoral; no Reino Unido, avançar na agenda de infraestrutura; e, no cenário global, monitorar a manutenção do crescimento moderado e da inflação sob controle.

Energia


Presidente:

Leonardo Miranda

TozziniFreire


Vice-Presidente:

Monique Gonçalves

Shell

O ano de 2026 seguirá sendo crítico para o setor de energia. Em um cenário marcado por incertezas geopolíticas, necessidade de segurança energética e aceleração da transição para uma economia de baixo carbono, o Comitê de Energia da Britcham entende que o diálogo estratégico e a cooperação internacional serão cada vez mais determinantes. A consolidação de marcos regulatórios estáveis, o estímulo a investimentos de longo prazo e a incorporação de tecnologias como digitalização, eficiência energética, e soluções de descarbonização serão centrais para enfrentar os desafios e capturar as oportunidades do próximo ciclo.

Nesse contexto, a relação bilateral entre Brasil e Reino Unido ganha ainda mais relevância. A complementaridade entre o potencial energético brasileiro e a experiência britânica em inovação, financiamento sustentável e regulação cria bases sólidas para parcerias estratégicas. Em 2026, o Comitê de Energia da Britcham seguirá atuando como um espaço de diálogo e cooperação, promovendo iniciativas que fortaleçam o ambiente de negócios, inclusive com a realização do XXII Seminário Internacional de Energia.


Infraestrutura


Presidente:

Fabio Câmara

Contracta Engenharia


Vice-Presidente:

Paulo Dantas

Castro Barros Advogados

O Brasil vem registrando crescimento consistente nos investimentos em infraestrutura, alcançando em 2025 cerca de R$ 280 bilhões, segundo o Livro Azul da Infraestrutura 2025 da ABDIB. Ainda assim, persiste um hiato relevante frente à necessidade estimada de aproximadamente R$ 500 bilhões anuais, descompasso que vem sendo gradualmente reduzido.

Esse ciclo recente é marcado por uma mudança estrutural nas fontes de financiamento: o investimento público representa cerca de 16% do total, enquanto o setor privado responde por aproximadamente 84%, reforçando a centralidade do capital privado após a redução à metade do investimento público na última década.

Entre os segmentos com melhor desempenho, destaca-se o saneamento básico, com crescimento superior a 35% em 2025, impulsionado pelas concessões, PPPs e pelo novo marco regulatório. O uso crescente de instrumentos do mercado de capitais, como debêntures incentivadas, tem compensado parcialmente a retração do investimento público, enquanto os desembolsos do BNDES se mantêm em torno de R$ 50 bilhões anuais.

O maior hiato de investimentos está em transportes e logística, especialmente no setor ferroviário, que recebeu menos de R$ 16 bilhões em 2025 frente a uma necessidade superior a R$ 70 bilhões anuais. Há cerca de R$ 180 bilhões em projetos ferroviários em estruturação, além de um hiato anual superior a R$ 50 bilhões em logística aquaviária, abrindo oportunidades para a cooperação Brasil–Reino Unido.

Para 2026, a expectativa é de crescimento adicional de cerca de R$ 20 bilhões nos investimentos em infraestrutura, podendo alcançar aproximadamente R$ 300 bilhões. Nesse contexto, a atuação conjunta da Britcham, do DBT e da UKEF é estratégica para ampliar o fluxo de investimentos internacionais e aprofundar a cooperação bilateral.

Legal, Tributário & Regulatório


Presidente:

Leonardo Martins

Machado Meyer Advogados


Vice-Presidente:

Anderson Jardim D’Avila

Mattos Filho

Com a entrada em vigor da Lei Complementar 214 em janeiro de 2025, se inicia a efetiva implementação da reforma tributária brasileira sobre o consumo, transformação que reverbera diretamente nas operações de comércio internacional. A substituição de tributos indiretos por um sistema de IVA dual, com a eliminação do resíduo tributário, promete tornar as exportações brasileiras mais competitivas. Contudo, a implementação dessa complexa reforma ocorre em conjuntura desafiadora: 2026 será ano de eleições gerais no Brasil.

Paralelamente à reforma tributária sobre o consumo, persiste um vácuo jurídico significativo nas relações bilaterais Brasil-Reino Unido. O acordo para evitar a dupla tributação, assinado em novembro de 2022 e aprovado pelo parlamento britânico em julho de 2023, ainda aguarda ratificação pelo Congresso brasileiro. A demora na ratificação não apenas frustra investidores de ambos os lados. Com a aproximação das eleições, esse tópico pode seguir sem definição.

O momento tributário brasileiro exige atenção redobrada de operadores do comércio internacional. A convergência entre a modernização do sistema tributário doméstico e a eventual ratificação do acordo bilateral pode criar um ambiente significativamente mais favorável aos negócios transnacionais. Contudo, o ano eleitoral de 2026 introduz elemento de volatilidade que não pode ser ignorado. Para que as promessas se concretizem, será essencial não apenas a conclusão do arcabouço normativo, mas também maturidade política para blindar a agenda tributária de instabilidades conjunturais, assegurando que o compromisso com a facilitação do comércio e investimentos mútuos sobreviva aos humores do calendário eleitoral.

Do ponto de vista de negócios, as decisões de investimento em 2026 deverão refletir postura cautelosa, com investidores especialmente atentos à capacidade institucional do país de assegurar estabilidade regulatória, continuidade de políticas públicas e segurança jurídica em um contexto eleitoral. Nesse cenário, setores com maior previsibilidade normativa e alinhamento estratégico - como energia e transição energética, agronegócio, infraestrutura, economia digital, serviços financeiros e indústrias exportadoras - tendem a concentrar o interesse do capital estrangeiro. A consolidação desses vetores será determinante para que o Brasil se afirme como destino competitivo para investimentos produtivos e para o aprofundamento de sua integração econômica internacional.

Esses, dentre outros tantos temas jurídicos, certamente seguirão no radar do nosso Comitê para o ano de 2026.

Meio Ambiente & Sustentabilidade


Presidente:

Ricardo Zibas

ERM

Brasil e Reino Unido: Sustentabilidade em Movimento – Tendências para 2026

Com o início de 2026, a parceria entre Brasil e Reino Unido consolida-se como eixo estratégico para a transição verde em escala global. As bases políticas firmadas entre os dois países, aliadas a instrumentos financeiros inovadores, reforçam a transformação de compromissos climáticos em resultados concretos.

Após o protagonismo brasileiro na COP30, realizada em Belém, avança a implementação das metas do Acordo de Paris. O Reino Unido surge como parceiro-chave na criação de métricas de transparência e planos bilaterais de execução. Em 2026, a governança integrada ganha centralidade, conectando ministérios, bancos públicos e agências técnicas para aumentar a eficácia das políticas climáticas.

No campo das finanças sustentáveis, o Brasil estreou na London Stock Exchange com títulos soberanos sustentáveis e tende a ampliar emissões temáticas. O Reino Unido, por sua vez, avança com padrões regulatórios robustos, como o UK SRS e o SDR, além das linhas de crédito do UK Export Finance, ampliando o acesso das empresas brasileiras a capital internacional alinhado a critérios ESG.

A bioeconomia e a agricultura de baixo carbono também ganham destaque. Iniciativas voltadas a fertilizantes sustentáveis, cadeias de produção certificadas, manejo inteligente de nitrogênio e rastreabilidade digital se somam ao apoio britânico por meio do UK PACT, integrando tecnologia, biodiversidade e inclusão social.

Na descarbonização industrial e marítima, setores intensivos em emissões, como aço e cimento, avançam com hubs baseados em hidrogênio verde e captura de carbono. No transporte marítimo, corredores verdes entre Brasil e Reino Unido abrem espaço para rotas de baixa emissão e projetos-piloto com contratos de longo prazo.

A cooperação científica também se intensifica, com foco em biodiversidade, saúde climática e biomateriais, conectando universidades, empresas e governos para transformar pesquisa em impacto real.

Mais do que uma agenda diplomática, essas tendências representam oportunidades concretas de negócios, como acesso a financiamento verde, integração a cadeias globais de baixo carbono e participação em projetos inovadores. Em 2026, Brasil e Reino Unido entram em uma fase de execução em escala, na qual a colaboração bilateral se consolida como motor de competitividade, inovação e crescimento sustentável.

Mineração


Presidente:

Adriano Trindade

Mattos Filho Advogados


Vice-Presidente:

Luis Azevedo

VTF Mineração

O ano de 2026 pode trazer o setor mineral para o centro das agendas econômica, industrial e de segurança, em um contexto de maior tensão geopolítica, aceleração da transição energética e crescente exigência por governança robusta. O Brasil, detentor de expressivo potencial geológico, pode atrair a atenção de países consumidores de minerais críticos, desde que enfrente entraves conhecidos, como a incerteza regulatória e o fortalecimento institucional da Agência Nacional de Mineração (ANM).

A competição por minerais críticos consolidou-se como eixo da geopolítica econômica, com políticas voltadas à redução de dependências e à reorientação de cadeias de valor, especialmente no processamento e refino. A transição energética permanece como principal vetor estrutural de demanda por minerais como cobre, terras raras, lítio, níquel, cobalto e grafite, com projeções de forte expansão do consumo até 2040.

A demanda por esses minerais vai além da energia, alcançando setores como defesa, vigilância, armazenamento de dados e infraestrutura, reforçando o caráter multifacetado da agenda. Em 2026, os preços seguem influenciados por choques geopolíticos, restrições logísticas e ambientais e custos de capital, sustentando patamares elevados e volatilidade associada ao licenciamento e à entrada de novos projetos.

Globalmente, cresce a pressão por aceleração da pesquisa e exploração, bem como por mecanismos específicos de financiamento, diante da necessidade de ampliar o pipeline de projetos. No Brasil, persiste a crítica à imprevisibilidade do licenciamento, com impactos sobre decisões de investimento e custo de capital.

No plano doméstico, 2026 é ano eleitoral, com potenciais efeitos sobre prioridades regulatórias e de governança. A pauta de minerais críticos avançou no Congresso, com propostas para instituir a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, enquanto o Executivo criou o Conselho Nacional de Política Mineral e trabalha no Plano Nacional de Mineração 2050.

A ANM entra em 2026 com agenda regulatória densa, mas ainda carece de modernização tecnológica e reforço de capacidades para garantir celeridade e previsibilidade. O fortalecimento da integridade, da fiscalização e da transparência é essencial para a segurança jurídica e a atração de investimentos.

Em síntese, o setor mineral em 2026 combina competição estratégica, pressão por novas descobertas e restrições institucionais. No Brasil, aproveitar essa conjuntura exigirá previsibilidade regulatória, fortalecimento da ANM e uma estratégia mineroindustrial capaz de transformar o potencial de minerais críticos em vantagem competitiva duradoura.

Riscos & Seguros


Presidente:

Marcia Cicarelli

Demarest Advogados


Vice-Presidente:

Paulo Mantovani

WTW

O ano de 2026 se apresenta como um ponto de inflexão para o ambiente de negócios, a gestão de riscos e o mercado de seguros no Brasil. Após um ciclo marcado por debates e formulação de políticas, o desafio central passa a ser a execução. Tendências regulatórias, tecnológicas, climáticas e geopolíticas ganham densidade e urgência, exigindo decisões estruturais.

O Brasil reúne vantagens competitivas, mas enfrenta dificuldades em transformar potencial em resultados. O diferencial de 2026 está na convergência entre modernização regulatória, pressão por eficiência operacional e a necessidade de respostas integradas a riscos interconectados.

No campo regulatório, 2026 marca a transição do discurso para a prática. A entrada em vigor da nova Lei de Seguros e da legislação sobre cooperativas e operações mutualistas redesenha o mercado e eleva a responsabilidade técnica e institucional, deslocando o foco para a implementação em processos internos consistentes, contratos claros e práticas alinhadas.

O principal risco é o desalinhamento entre norma e prática, com pontos ainda abertos à interpretação, especialmente em grandes riscos. Nesse contexto, a agenda infralegal assume papel central, pois a segurança jurídica depende da previsibilidade na aplicação das diretrizes.

Paralelamente, o ambiente global segue pressionado por riscos interconectados, como eventos climáticos extremos, ataques cibernéticos, avanços em inteligência artificial, tensões geopolíticas e disrupções nas cadeias de suprimento. A tecnologia amplia a eficiência, mas também a exposição ao risco, exigindo abordagens mais sofisticadas.

Nesse cenário, o seguro ocupa papel estratégico como infraestrutura de resiliência econômica e social, com produtos mais flexíveis, soluções paramétricas e maior uso de dados. O mercado de resseguro demanda ajustes contratuais e de governança para alinhar práticas locais e padrões internacionais.

A regulamentação das cooperativas tende a intensificar a concorrência e estimular inovação. Entre as oportunidades estruturais, destaca-se a consolidação do Brasil como polo de infraestrutura digital, impulsionada por matriz energética renovável, avanços tecnológicos e acesso a financiamento verde.

O ESG entra em fase mais pragmática, enquanto a escassez de talentos reforça a importância da cooperação internacional. A relação entre Brasil e Reino Unido tende a se aprofundar em seguros, resseguros, finanças verdes e resiliência climática.

Em síntese, 2026 será um período de escolhas estruturais. Execução, maturidade regulatória, gestão integrada de riscos e parcerias internacionais serão determinantes para transformar potencial em resultado, com o seguro consolidando-se como pilar de estabilidade e resiliência.

Saúde


Presidente:

Andrea Splendore

Convatec

Comitê de Saúde da Britcham está focado em abordar os temas emergentes e estratégicos que moldarão o cenário da saúde pública e privada. Com a transformação acelerada pela pandemia de Covid-19, a telemedicina e os aplicativos de saúde surgem como ferramentas fundamentais para a prestação ágil de serviços e promoção do autocuidado. O comitê se concentrará em discutir o impacto dessas tecnologias na gestão da saúde e no bem-estar da população, buscando promover estratégias eficazes alinhadas às melhores práticas internacionais.

Além disso, o fortalecimento das políticas de saúde no Brasil, como a campanha de vacinação em larga escala e o programa Mais Médicos, será acompanhado de perto, com o objetivo de consolidar e aprimorar as iniciativas já em curso.

As atividades do comitê serão direcionadas para proporcionar insights valiosos aos associados, promovendo discussões e compartilhando conhecimentos relevantes para o setor de saúde na agenda Brasil-Reino Unido.

Tecnologia & Inovação


Presidente:

Luciano Moraes

Associado Individual


Vice-Presidente:

Luiz Felipe Di Sessa

Mattos Filho

UK–Brazil em 2026: transformar convergência em projetos de alto impacto

O relacionamento entre Reino Unido e Brasil entra em 2026 com impulso significativo, apoiado em comércio bilateral em máxima histórica e em uma arquitetura de políticas favorável à energia limpa, finanças digitais, neoindustrialização e ciência aplicada. Segundo o Department for Business and Trade (DBT), o comércio total UK–Brazil atingiu £13,4 bilhões nos 12 meses até o fim do segundo trimestre de 2025, alta de 11,1% em relação ao ano anterior, reforçando a necessidade de converter esse dinamismo em projetos com cronograma, metas e impacto.

Na transição energética, o Brasil está bem-posicionado para ampliar sua matriz limpa e desenvolver eólica offshore e hidrogênio verde, áreas em que o Reino Unido possui liderança em engenharia, portos, desenho de mercado e financiamento. Estimativas apontam elevado potencial técnico para a eólica offshore brasileira, enquanto instrumentos como o UK Export Finance (UKEF) podem reduzir riscos e acelerar decisões de investimento. Londres tende a se consolidar como plataforma relevante para emissões ESG do Brasil, apoiando projetos de infraestrutura e descarbonização industrial.

No setor financeiro, o avanço do Open Finance e do PIX amplia oportunidades para empresas britânicas de fintech e regtech, especialmente em interoperabilidade, analítica de risco e orquestração de pagamentos, apoiadas por diálogo regulatório e padrões compartilhados.

Na indústria e tecnologia, o plano Nova Indústria Brasil e os incentivos à cadeia de semicondutores dialogam com a expertise britânica em manufatura inteligente, nuvem segura e deep tech. O avanço da governança de IA no Brasil cria ambiente favorável a empresas do Reino Unido já adaptadas a marcos regulatórios exigentes.

A bioeconomia e o agritech ganham centralidade com a COP30 e a estratégia nacional brasileira, abrindo espaço para cooperação em rastreabilidade, certificação, logística e acesso a mercados, com atenção à integridade e a métricas transparentes. Em saúde digital e life sciences, memorandos bilaterais e cooperação acadêmica ampliam oportunidades de inovação aplicada.

Outras frentes incluem espaço e observação da Terra, cibersegurança e facilitação de comércio, áreas em que a experiência britânica agrega valor. Ao mesmo tempo, a evolução do acordo UE–Mercosul aumenta a urgência de instrumentos bilaterais eficazes.

Conclusão

O corredor UK–Brazil consolida-se como um sistema integrado que articula energia, finanças, indústria, tecnologia, saúde e natureza. O desafio de 2026 é a execução: transformar agendas firmadas em projetos entregáveis. As empresas que avançarem com parcerias locais, tecnologia interoperável e modelos de impacto verificável estarão melhor posicionadas para a próxima fase da inovação bilateral.

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