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Inteligência artificial redefine a sustentabilidade corporativa e inaugura uma era de responsabilidade inescapável

nov 26, 2025 | News

A inteligência artificial entrou de forma definitiva no centro das discussões sobre sustentabilidade corporativa e governança das cadeias globais de suprimentos. Em um momento de pressão regulatória crescente, reorganização geopolítica e fluxos produtivos complexos, especialistas apontam que a adoção de sistemas inteligentes deixou de ser diferencial competitivo para se tornar uma condição para sobrevivência empresarial.

Durante debate promovido pela Britcham, executivos da Achilles, empresa especializada em gestão de riscos e sustentabilidade na cadeia de suprimentos, detalharam como a tecnologia transforma o modo como as companhias coletam dados, monitoram riscos e avaliam fornecedores.

Luis Olivié Martinez-Peñalver, presidente global da Achilles, destacou que a transformação está diretamente ligada ao caráter sistêmico das operações atuais. Na visão dele, a discussão é inevitável porque “não podemos falar de uma companhia sustentável se a cadeia de suprimentos não é sustentável também”.

A incorporação da IA ocorre em um ambiente de transição regulatória acelerada. Luis lembrou que existem pressões regulatórias crescentes ao mencionar a diretiva Relatórios de Sustentabilidade Corporativa da União Europeia e os novos padrões americanos que redesenham custos e rotas logísticas em diversos setores. Ele observou que as cadeias que hoje conectam Índia, Portugal e Brasil podem ter de ser rearranjadas diante de tarifas, riscos e exigências ambientais.

A complexidade crescente leva a uma busca contínua por dados, etapa em que a IA já opera como engrenagem vital. O presidente da Achilles ressaltou a capacidade de automação, desde o acesso a bases externas até a leitura de documentos. “Podemos falar de acesso automático aos terceiros, de web scrapping para integrar dados públicos e de como estamos utilizando bots para capturar dados oriundos de documentos”, explicou. Essa coleta alimenta sistemas capazes de preencher questionários, eliminar erros operacionais e acelerar análises que antes dependiam de longas interações com fornecedores.

Com informações estruturadas, entra em cena a fase de inteligência. “Podemos preparar um score preditivo que automaticamente vai determinar a situação do fornecedor nos três pilares da sustentabilidade”, disse Luis. O mecanismo serve como ponto de partida para decisões, permitindo, por exemplo, aprofundar análises em casos críticos, como fornecedores de setores altamente emissores em países com regulação ambiental incipiente.

Além das avaliações, a IA viabiliza monitoramento contínuo e respostas rápidas a eventos disruptivos. Luis citou que, diante de um desastre natural no Vietnã, por exemplo, o sistema pode emitir alertas imediatos sobre fornecedores afetados e produtos impactados. Essa vigilância, segundo ele, já redefine práticas internas em empresas globais, que hoje exigem padrões unificados de ESG, compliance, cibersegurança e desempenho operacional.

Na parte final de sua exposição, Luis reforçou que a sustentabilidade deixou de ser temática isolada e defendeu que o mapeamento de múltiplos níveis da cadeia, e não apenas do fornecedor direto, é indispensável. “Se queremos ter uma cadeia de suprimento sustentável, precisamos da ajuda da IA para mapear a cadeia de suprimentos do tier 1 ao tier 2, ao tier 3”, disse.

Fernanda Amaral, Territory Manager Brasil na Achilles, reforçou o plano de fundo regulatório brasileiro e os efeitos da COP 30. “A COP 30 trouxe para cima da mesa temáticas que muitas vezes nós próprios levávamos para o mercado e que muitas vezes não eram olhadas”, afirmou. A executiva destacou a publicação da Taxonomia Sustentável Brasileira, em outubro, que estabelece diretrizes para padrões ambientais, sociais e financeiros que empresas e fornecedores deverão seguir.

Para Fernanda, a pressão, agora, é doméstica. “Não acontece mais só fora. As empresas têm que pressionar e os seus fornecedores têm que ter esse compromisso”, disse. Na prática, fornecedores que não comprovarem métricas de sustentabilidade poderão perder espaço para concorrentes em outras regiões. “Se as métricas começarem a ser idênticas, não só fora, mas também aqui no Brasil, o meu cliente pode vir a desistir de trabalhar comigo”, afirmou.

Segundo ela, é nesse ponto que a IA se consolida como motor de eficiência. “Como eu tomo uma decisão rápida se o meu fornecedor não comprovar que é sustentável? A Inteligência Artificial vai ajudar a trazer toda essa limpeza de dados e a certeza de que estamos analisando e decidindo os melhores fornecedores”, disse Fernanda. A comparação de métricas globais com métricas nacionais tende a se intensificar, forçando empresas que hoje atuam quase exclusivamente no mercado brasileiro.

Outro desafio, de acordo com os especialistas, é garantir acompanhamento contínuo. “Não pode ser só no processo de início. Esse acompanhamento, essa velocidade, essas métricas, essa eficiência é do princípio, mas principalmente no processo de homologação e desenvolvimento do fornecedor”, afirmou Fernanda. Ela lembrou, ainda, que grandes empresas frequentemente precisam apoiar fornecedores para que eles atinjam certificações de sustentabilidade e segurança da informação.

A executiva também citou a necessidade de integrar riscos financeiros, operacionais, climáticos e geopolíticos ao ESG. “Você não pode se considerar sustentável simplesmente fazendo o relatório de ESG se você não fizer um caminho de sustentabilidade financeira, operacional, compliance, cibersegurança, desastres naturais, riscos geopolíticos. Isso é estratégico”, concluiu.

O evento faz parte do calendário oficial da Britcham, e todos os encontros promovidos pela instituição estão disponíveis aqui.

Sobre a Britcham

Há mais de 100 anos no Brasil, a Britcham atua como principal promotora das relações econômicas e comerciais entre Brasil e Reino Unido, fomentando o diálogo bilateral por meio de iniciativas estratégicas. Presente em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná, a instituição mantém conexões diretas com entidades governamentais e privadas, organizando missões comerciais nacionais e internacionais, rodadas de negócios e projetos especiais para integração econômica.

Com 13 comitês temáticos que abrangem os principais setores da economia, como comércio exterior, agronegócios, finanças, tecnologia e sustentabilidade, a Câmara Britânica de Comércio e Indústria no Brasil facilita discussões setoriais, advocacy e a troca de conhecimento entre associados, executivos e autoridades. Além disso, a Britcham oferece uma agenda diversificada de eventos exclusivos, desde oportunidades de networking até debates sobre tendências globais, fortalecendo conexões qualificadas entre os dois mercados. Destaque ainda para o Clube de Negócios Britânicos no Brasil (GBBC) e o Grupo de Suporte aos Negócios, plataformas essenciais para impulsionar parcerias e investimentos bilaterais.

Com uma rede que inclui desde multinacionais até PMEs, a Britcham proporciona agregação de valor institucional e comercial por meio de grupos setoriais, posicionamentos técnicos e acesso a informações privilegiadas, consolidando-se como referência em cooperação empresarial e inovação entre Brasil e Reino Unido.

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