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Infraestrutura no Brasil já tem ciclo garantido de até 7 anos e destrava R$ 1,7 trilhão em projetos, apontam especialistas

abr 30, 2026 | News

Levantamento da ABDIB indica pipeline robusto e mudança no modelo de financiamento como bases da continuidade dos investimentos no país

São Paulo, 30 de abril de 2026 – O Brasil entrou em um novo ciclo de investimentos em infraestrutura com horizonte já definido e sustentação concreta nos próximos anos. A avaliação foi apresentada por especialistas da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (ABDIB) durante webinar promovido pelo Comitê de Infraestrutura da Britcham nesta terça-feira (30). Segundo os dados do Livro Azul 2025, o país já conta com um pipeline robusto que garante entre cinco e sete anos de crescimento no setor.

De acordo com Roberto Guimarães, diretor de Planejamento e Economia da ABDIB, o momento atual vai além de recordes recentes de investimento. “Mais do que o volume, é a qualidade. O Brasil está vivendo um subciclo de investimento que tende a persistir nos próximos anos”, afirmou.

O principal indicativo dessa continuidade está no volume de projetos em estruturação. No fim de 2024, eram 469 iniciativas mapeadas, somando cerca de R$1,75 trilhão. Para Roberto Guimarães, esse conjunto de projetos é o que assegura previsibilidade ao setor. “Se não houvesse novos projetos sendo estruturados, poderíamos falar em desaceleração. Mas o pipeline mostra exatamente o contrário: o ciclo já está contratado para os próximos anos”, disse.

Os dados mostram que o movimento é disseminado por diferentes segmentos, com destaque para transportes, saneamento, energia e, especialmente, mobilidade urbana. Frederico Barreto, coordenador de Economia da instituição, chamou atenção para a concentração recente de projetos nessa área, sobretudo no Sudeste. “Tem muito projeto de mobilidade urbana, principalmente puxado por São Paulo, o que reflete um esforço para enfrentar um déficit histórico”, destacou.

Outro ponto central da discussão foi a mudança no modelo de financiamento da infraestrutura no país. Historicamente dependente de recursos externos ou do crédito subsidiado do Estado, o setor passou a operar com três frentes principais: bancos públicos, mercado de capitais e capital internacional estruturado. “Hoje não falta dinheiro para infraestrutura no Brasil. O desafio é estruturar bons projetos”, disse Roberto Guimarães. Frederico Barreto reforçou a dimensão dessa transformação ao destacar que o BNDES desembolsou R$171 bilhões em 2025, enquanto o mercado de capitais atingiu R$178 bilhões, superando o banco público.

Apesar do avanço, os especialistas ressaltaram que o país ainda enfrenta um déficit relevante de infraestrutura, especialmente em setores como ferrovias, rodovias, portos e mobilidade urbana. Para Roberto Guimarães, esse cenário ajuda a explicar o potencial de continuidade do ciclo. “É um problema, mas também cria oportunidades. Ainda há muito espaço para novos investimentos”, pontuou.

No saneamento, embora os aportes tenham crescido de forma significativa após o novo marco regulatório, a universalização dos serviços deve ocorrer além de 2033. Ainda assim, o ritmo atual é considerado acelerado. “Vamos fazer em poucos anos o que não foi feito em décadas”, afirmou.

Os resultados recentes, segundo a ABDIB, refletem um processo de amadurecimento institucional ao longo dos últimos anos, com melhorias na modelagem de contratos, na alocação de riscos e na governança pública. “Houve um grande aprendizado. Hoje os projetos são mais equilibrados e melhor estruturados”, disse Robertou Guimarães.

Mesmo com o cenário positivo, há desafios relevantes. Entre eles, a necessidade de preservar a autonomia das agências reguladoras e ampliar a participação de recursos públicos em projetos de maior porte. De acordo com Roberto Guimarães, “não existe projeto de grande escala que se sustente apenas com capital privado. É preciso uma combinação com recursos públicos, principalmente em mobilidade urbana e ferrovias”.

Na avaliação do moderador do encontro e presidente do Comitê de Infraestrutura da Britcham, Fábio Câmara, a base de dados apresentada no Livro Azul cumpre papel estratégico para o setor. “É uma alta densidade de informações que permite acompanhar projetos por geografia e setor, ajudando a orientar decisões e a atuação para eliminar gargalos”, ressaltou.

A continuidade desse cenário, no entanto, na visão dos especialistas, dependerá da capacidade de manter o fluxo de iniciativas. “Os próximos cinco a sete anos já estão praticamente garantidos. O desafio agora é continuar alimentando esse pipeline para sustentar o ciclo”, concluiu Roberto Guimarães.

O webinar faz parte das atividades e encontros promovidos pela Britcham. Os próximos eventos estão disponíveis no calendário da instituição.

Sobre a Britcham

Há mais de 100 anos no Brasil, a Câmara Britânica de Comércio e Indústria no Brasil (Britcham) é o fórum da comunidade empresarial e governamental Brasil-Reino Unido que atua para incrementar o comércio, os investimentos, os serviços e os relacionamentos bilaterais. Presente em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná, a instituição promove debates sobre o ambiente de negócios e atua no desenvolvimento de oportunidades de negócios para as comunidades empresariais britânica e brasileira.

Com 13 comitês temáticos que abrangem os principais setores da economia, como comércio exterior, agronegócios, finanças, tecnologia e sustentabilidade, a Britcham facilita discussões setoriais, advocacy e a troca de conhecimento entre associados e autoridades. Além disso, oferece uma agenda diversificada de eventos exclusivos, desde oportunidades de networking entre CEOs até debates sobre tendências globais, fortalecendo conexões qualificadas entre os dois mercados.

Destaque ainda para o Clube de Negócios Britânicos no Brasil (GBBC) e a Business Support Initiative (BSI), atividades essenciais para impulsionar parcerias e investimentos bilaterais. Com uma rede que inclui desde multinacionais até PMEs, a Britcham proporciona agregação de valor institucional e comercial por meio de grupos setoriais, posicionamentos técnicos e acesso a informações privilegiadas, consolidando-se como referência em cooperação empresarial e inovação entre Brasil e Reino Unido.

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